entrevista coletiva: Festival Manifesto Discos

Hoje é o tal do Dia Do Rock, uhúúúúú, batam latinhas de cerveja na testa!

Ok, passada a euforia, no próximo sábado, dia 16 de julho, vai rolar no Hangar 110 o Festival Manifesto Discos.

O selo carioca traz à São Paulo suas principais bandas (Zander, StripClub e Plastic Fire) e junta a duas revelações locais.

O Fire Driven (do meu amigo Cesinha Lost, que já tocou desde no Dance Of Days em 1997 até no Paura, Street Bulldogs e uma vez em Campinas no Mukeka di Rato) e o Horace Green, do meu amigo Shamil (Inkognitta, Don Vito, DoomboX) que é tão nova que nem música gravada tem ainda — mas que sei que toca cover do Black Train Jack!

Pensei que seria legal promover uma coletiva virtual com todos eles, assim convidei Bil (guitarra/voz do Zander), Barbosa (guitarra/voz do StripClub), Shamil (voz do Horace Green), Daniel (guitarra do Plastic Fire) e Cesinha (guitarra do Fire Driven) que representaram suas respectivas bandas.

Na conversa, deu pra sacar bem o espírito (independente) do festival e a pegada de cada um.

Muitas novidades legais vindo por aí, e, claro, é sempre muito bom saber que ainda existem bandas/selos/pessoas interessadas em tocar, se divertir e fazer algo pela música e não para ter a conta bancária do Rick Bonadio.

+ Confira abaixo a entrevista!

Qual a expectativa para o Festival Manifesto Discos?
Bil (Zander): A melhor possível. Não apenas estamos entre amigos, mas também entre bandas e pessoas que admiramos e em quem acreditamos. E num lugar como o Hangar 110 que sempre apoiou e acreditou em projetos assim e em bandas como as nossas. Acho que todo mundo é capaz de fazer diferença quando arregaça as mangas por algum objetivo e esse é o nosso jeito de fazer a nossa parte e tentar fazer com que nossas vozes sejam ouvidas. Só espero que o público compareçaa e represente, para que mais e mais vezes a gente posso tomar iniciativas como essas, que, afinal, dependem 100% da presença do público para terem algum sentido e se tornarem viáveis.
Barbosa (StripClub): Viajar com os amigos, tocar pela primeira vez no Hangar 110, primeiro show em São Paulo com nosso CD Born For Trouble lançado… Expectativa de rever amigos, me divertir e fazer todos que forem curtirem o sábado do melhor jeito possível. Uma noite que será clássica!
Shamil (Horace Green): Estamos nervosos pra caralho, óbvio, esse será nosso terceiro show e o primeiro com o Clayton (baixista). A banda é nova e já fomos chamados pra tocar só com os mestres do negócio, a banda mais nova depois da gente é o Fire Driven que é fodido demais. O StripClub me traz à memória os shows da minha antiga banda, Don Vito & Seus Foguetes, sei que vou me divertir muito. O Plastic Fire são as pessoas mais incríveis que conheci e com o show mais energético do mundo. O Zander sempre faz shows mais emocionantes, todo mundo canta junto, mandam Brasa em geral… E como esse show eu não estou envolvido na organização vou poder cantar e dançar como um louco. O mais incrível é que o festival conseguiu reunir no Hangar 110 muitos amigos e todos com bandas boas, isso é algo muito difícil (risos). Dia 16 vai ser inesquecível!
Daniel (Plastic Fire): São as melhores possíveis! Prazer sem tamanho voltar a São Paulo, e dessa vez com os “mestres braseiros” do Zander, os brothers do StripClub, e, de quebra, ainda dividir o palco pela primeira vez com o Fire Driven, que na minha humilde opinião acabou de lançar um dos melhores trabalhos desse ano! E o Horace Green, banda nova do nosso patrão Shamil! Será uma bela noite de rock!
César (Fire Driven): Estamos ansiosos! Tocar mais uma vez com o Zander, agora que sei as letras de quase todas as músicas, vai ser foda! Dividir o palco com os grandes camaradas do Plastic Fire, StripClub e com a banda nova do Shamil vai ser uma honra! Estamos nos sentindo em casa por estarmos tocando entre amigos e também por ser no Hangar, nossa segunda casa! Shamil, por favor, toca a cover do Black Train Jack de novo!

Como você define o som da sua banda?
Bil (Zander): Braseiro.
Barbosa (StripClub): Muitos riffs com peso e groove… Direto ao assunto, sem paciência pra enrolação. Dança com a sua mulher, bate cabeça com seu amigo ou fica no balcão do bar.
Shamil (Horace Green): O mais sincero possível, cada um tem suas influências e acho que todas elas ficam evidentes no som, e quando não ficam a gente toca alguns covers.
Daniel (Plastic Fire): Intenso.
César (Fire Driven): Uma mistura de grunge com as bandas de post-hardcore/indie dos anos 90.

Por qual motivo as pessoas devem ir ao festival?
Bil (Zander): Pra tomarem parte e tentarem, assim como nós, fazer alguma diferença. Além de, claro, curtir ótimas bandas e se divertir, afinal apesar de visarmos sempre a construção de algo melhor e maior, é um festival de música, de bandas de rock e não um discurso político panfletário. O maior motivo mesmo é pra que aconteça mais vezes e mais pessoas, bandas, público, produtores, casas de shows se inspirem e tomem também esse tipo de iniciativa.
Barbosa (StripClub): São bandas que levam a sério o que fazem e fazem bem. Bandas de estilos diferentes, algumas locais e outras do Rio, todo mundo cheio de vontade de mandar aquela brasa e mostrar que não tá de brincadeira. Além, claro, de ter a chance de poder me pagar uma bebida.
Shamil (Horace Green): Pra ouvir boas músicas, encontrar amigos, comprar merch das bandas, beber um pouco, gritar o máximo que seus pulmões aguentarem, conhecer novas pessoas que gostam da mesma música que você. Mas se isso tudo não te convence a sair de casa, talvez porque esse não seja seu lugar.
Daniel (Plastic Fire): Hangar 110, hardcore, do it yourself, bandas de qualidade, amigos, preço acessível e com direito a CD na compra do ingresso antecipado… Quer mais o quê? Vamos lá prestigiar quem realmente corre atrás e contribui de fato para o cenário independente. Faça sua parte, reclame menos e compareça! Se ficar em casa, monte uma banda, aprenda realmente como essa merda funciona e reclame menos ainda!
César (Fire Driven): Acho que este festival serve para mostrar algumas das novas bandas da cena independente que estão arregaçando as mangas de verdade e saindo para fazer shows, gravando e lançando discos, movidas pura e simplesmente pelo amor à música e pelo apoio do público. Acho que as pessoas deveriam ir para sentir a energia e a boa vibração que um show de bandas não comerciais pode proporcionar.

Quais são os próximos planos da sua banda?
Bil (Zander): Estamos trabalhando em músicas novas, em breve iremos gravá-las e lançá-las por aí. Continuar tocando em eventos em que a gente acredite e seja bem tratado, onde não tenha venda de ingressos e os horários, público e bandas sejam respeitados. Ou seja, continuar fazendo aquilo que a gente gosta e já faz, o de sempre.
Barbosa (StripClub): Estamos divulgando esse primeiro disco, então queremos tocar no máximo de cidades que der pra mostrar nosso trabalho pro público e fazer contatos. Depois disso, partir para o próximo disco com toda vontade do mundo.
Shamil (Horace Green): Gravar o mais rápido possível, antes que o Carlos (guitarrista) chegue com mais 25 bases diferentes… E queremos tocar muito!
Daniel (Plastic Fire): Divulgar bastante a música nova que sai final desse mês aqui na TramaVirtual pelo projeto Superfuzz Sessions, repetir a parceira com o Bil e gravar mais um CD e ao mesmo tempo lançar um split fodaço com bandas amigas que em breve será divulgado! Por fim, tentar registrar uma apresentação ao vivo no Rio em novembro/dezembro.
César (Fire Driven): Estamos planejando escrever e gravar novas músicas e pretendemos fazer alguns splits com outras bandas que gostamos, já visando uma turnê em conjunto do lançamento por algumas cidades do Brasil no início do próximo ano. Estamos editando os clipes de “The Coffin” e “Procrastination”, e planejando um terceiro para a música “Give Me A Gun”.

Se o Festival Manifesto fosse um Disco, qual você acha que seria?
Bil (Zander): Um split com bandas foda que ainda está por vir aí muito em breve via Manifesto Discos!
Barbosa (StripClub): Teria que ser uma coletânea, alguma que misturasse Black Flag e Marvin Gaye. Pode encher com AC/DC o meio do CD.
Shamil (Horace Green): Eu sugiro uma nova coletânea, ao estilo Faces do Terceiro Mundo [Nota do Editor: split que reuniu Noção de Nada, Reffer, Street Bulldogs e Dead Fish], com essas bandas do festival, o quê acham, hein!? Amizade entre todos tá muito explícita aqui, é muito amor!
Daniel (Plastic Fire): Qualquer disco independente que tenha sido feito com sinceridade, humildade e muito suor/trabalho.
César (Fire Driven): Esta iniciativa e o modo como vejo a Manifesto trabalhando me lembra muito a forma como o André Maleronka (ex-Againe) e o Nenê Altro, na época no Personal Choice, idealizaram a coletânea Monday Isn’t A Bad Day At All [Nota do Editor: Small Talk, Remaining, Blind, Street Bulldogs, Againe, Lack Of Reason, Coffin Joes, Newspeak, Full Time e Personal Choice] por volta de 1996. Eram bandas e pessoas trabalhando para o bem comum da cena independente, completamente envolvidas com o espírito do “faça você mesmo”. Nessa época não existiam “promotores” aproveitadores, que nada têm a ver com o verdadeiro espírito da música, marcando shows e obrigando bandas de abertura a vender ingressos.

Festival Manifesto Discos
Quando: 16/07 (sábado)
Quem: Zander, Plastic Fire, StripClub, Fire Driven e Horace Green.
Onde: Hangar 110 (Rua Rodolfo Miranda, 110, Bom Retiro) – São Paulo/SP.
Horário: 18h.
Entrada: R$ 15 (antecipado) ou R$ 20 (na porta).
Na DoomboX (Rua Augusta, 1371, Galeria Ouro Velho, loja 18, 2º andar) os 200 primeiros antecipados ganham um CD da Manifesto Discos.

8 pensamentos sobre “entrevista coletiva: Festival Manifesto Discos

  1. Pingback: WTF 01 | chiveta ——¬

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