batalha e promo

Na batalha independente desde 1993, o Agrotóxico se tornou um dos principais nomes do hardcore nacional em atividade.

Movido à faça você mesmo, a banda paulista se prepara para sua quinta turnê pela Europa.

Na bagagem, além do punk/hardcore, eles levam seis álbuns e o DVD (documentário e CD ao vivo) Pelos Escombros.

Os caras tão usando seu perfil na TramaVirtual para presentear — com CDs, camisetas e DVDs — a galera que baixa o som deles e comenta.

Entrevistei o guitarrista/vocalista Marcos pra saber um pouco mais sobre isso e dar uma geral nessas quase duas décadas de batalha underground.

Diretamente de São Bernardo do Campo, ABC Paulista, a banda Agrotóxico tem cerca de duas décadas a serviço do “faça você mesmo”. O combustível usado é o hardcore, que até então gerou uma discografia que inclui seis álbuns e o DVD (documentário e CD ao vivo) Pelos Escombros. Sem falar que o grupo está prestes a embarcar para sua quinta turnê pela Europa, que começa no dia 03 de setembro na Alemanha. Em maio, o quarteto resolveu usar seu perfil na TramaVirtual para presentear os fãs: passou a postar músicas inéditas, onde depois de baixá-las ao fazer um comentário no blog (com data/hora, nome e contato) os usuários concorrem a diversos prêmios, como CDs, DVDs e camisetas. Antes que você corra para participar da promoção, que tal ler a entrevista que fizemos com o guitarrista/vocalista Marcos?!

De onde veio a ideia para a promoção do Agrotóxico na TramaVirtual?
A ideia era disponibilizar alguns sons inéditos no Brasil para o pessoal que ainda não conhecia e o Erik, da Glock Cultural e que agencia os shows da banda, sugeriu a TramaVirtual para ser esse canal. A partir daí surgiu a ideia de sortear algumas coisas pra galera que se cadastrasse pra baixar os sons tornando a parada mais interativa.

Como tem sido a resposta do público em relação a ela?
A reposta tem sido legal, embora as pessoas sejam um pouco arredias a cadastros em sites, na medida em que os dias vão passando estamos recebendo mais e mais mensagens e em breve iniciaremos os sorteios.

O Agrotóxico está há quase duas décadas em atividades, vocês viram o cenário punk/hardcore brasileiro passar por diversas transformações. Quais foram as mais positivas e as mais negativas?
Cara, eu acho que as coisas estão melhores de uma forma geral. As pessoas têm mais acesso a sons diferentes e as bandas têm mais meios de divulgação e locais para tocar. Entretanto, tudo tem um lado negativo e tamanha facilidade tem feito com que muitas pessoas não dêem o devido valor ao empenho das bandas para gravar bons discos e simplesmente deixem de comprá-los para recorrer aos downloads gratuitos, o que fatalmente fez diminuir muito o número de selos e a quantidade de lançamentos.

No começo de setembro vocês embarcarão para mais uma turnê na Europa, onde tocam por quase o mês inteiro. Quantas turnês vocês já fizeram por lá e o quê falta para o Brasil ter o tipo de estrutura que eles têm onde pode rolar shows de segunda a segunda?
Nós estamos partindo pra nossa quinta turnê européia. Desta vez vamos fazer uma série de shows na Alemanha, além de França, República Tcheca, Suíça e Holanda. A cena aqui ainda tem que crescer muito pra chegar ao nível europeu e na verdade existe uma série de fatores que justifica isso. Os europeus têm muito mais informação do que nós brasileiros, geralmente não trabalham tanto quanto se trabalha no Brasil, podendo se dedicar mais intensamente e por mais tempo a seus projetos, além do que, por estarem num continente de fácil locomoção entre os diversos países, todas as bandas do mundo excursionam por lá e as próprias bandas iniciantes também têm essa facilidade. Isso sem falar é claro na questão financeira. Se há mais dinheiro circulando no continente, obviamente ocorre o mesmo na cena alternativa, e, assim sendo, as bandas vendem mais, há mais pessoas nos shows e, portanto, mais shows acontecem.

No último sábado (21 de agosto), vocês tocaram no Kazebre, em São Paulo, ao lado de Cólera e do Ratos de Porão. O quê representa pra vocês dividir o palco com estes que são dois dos principais nomes do “faça você mesmo” brasileiro?
Na verdade já tocamos várias vezes com o Cólera e com o Ratos, inclusive na Europa, e é sempre legal tocar com bandas tão importantes na cena brasileira e que temos grandes amigos. Mas nem sempre tocar com grandes bandas significa fazer os melhores shows, o que realmente importa num show punk é a unidade de ideias entre bandas e público, a simplicidade e a confraternização, e isso independe da importância das bandas envolvidas no evento.

No show rolou ainda o Flicts que voltou recentemente e tem membros do Agrotóxico. Como tá sendo essa volta?
O Flicts voltou com força total, está com uma série de músicas novas e um show vibrante como sempre. Acho que em breve os caras vão parar de passar tanto tempo no boteco e subirão uns sons pra molecada.

Vocês têm letras politizadas e com críticas sociais. Você acha que através do perfil do Agrotóxico na TramaVirtual é uma forma de passar suas mensagens para um público diferente do já habituado ao hardcore da banda?
Nós temos preocupações e pensamentos políticos que se refletem em nossas letras e sempre acreditamos que se pelo menos fizermos algumas pessoas refletirem sobre as injustiças que as rodeiam, isso não será em vão. A internet é um espaço livre e absolutamente democrático e é ótimo pensar que sua música e seus pontos de vista, uma vez na rede, poderão ser analisados e criticados por públicos diversos e de qualquer parte do planeta. Espero que nosso do perfil na TramaVirtual também sirva ao propósito político e musical que adotamos e que, eventualmente, algumas pessoas possam se identificar com ele.

Quais são os próximos planos do Agrotóxico?
No ano que vem nossa missão principal é a gravação de um novo disco, já que há algum tempo não entramos em estúdio, pois no ano passado lançamos nosso primeiro DVD e CD ao vivo, porém sem novos sons. Além disso, prosseguiremos tentando tocar em estados e cidades em que nunca estivemos antes, como, aliás, também estamos fazendo durante esse ano.

21 pensamentos sobre “batalha e promo

  1. Caraio…Agrotóxico é foda demais…e a dupla Agrotóxico/Flicts (pra quem não sabe as duas bandas dividem integrantes) é muuuuuuuuuuuuito foda cara,sem explicação…

  2. Pingback: ratomaniax | chiveta ——¬

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