peixe bão, né?!

Formado no final dos anos 1970, o Fishbone se tornou um dos principais nomes quando se fala da mistura de ska, punk, funk e rock.

O grupo americano, que influenciou gente como Red Hot Chili Peppers, No Doubt, Sublime e Jane’s Addiction, passou pelo Brasil em julho para realização de alguns shows e ajudar na promoção do …Lost Band Search, que teve como vencedora a banda curitibana Abraskadabra e o Take Off The Halter entre os finalistas.

Antes do Fishbone vir troquei uma ideia com eles, falamos sobre as expectativas, a relação com skate e surf, pirataria, Rocky George (sim o ex-guitarrista do Suicidal Tendencies toca com eles!) e outras coisas.

Momento trocadilho imundo: afinal, Fishbone é peixe bão, né?!

A banda americana Fishbone esteve no Brasil em julho para realização de alguns shows e ajudar na promoção do …Lost Band Search, que teve como vencedora a banda Abraskadabra. Formado no final dos anos 1970, o Fishbone se tornou um dos principais nomes quando se fala da mistura de ska, punk, funk e rock.
A banda é composta por Angelo Moore (vocais, variando de saxofones sopranino até bases com teremin), John Norwood Fisher (baixo e vocais), “Dirty” Walter A. Kibby II (trompete), da formação original. Completam a trupe Rocky George (guitarra), John Steward (bateria), Dre Gipson (teclados) e John McKnight (trombone).

– Até que enfim teremos o Fishbone por aqui! Qual é a expectativa para a turnê no Brasil?
Fishbone:
Espero ver um público muito grande e empolgado, se divertindo como nunca em nossos shows! O Brasil é um dos países mais requisitados pra férias, pra fazer negócios e no caso dos músicos, pra tocar. Nós sempre quisemos ter uma relação mais próxima com nosso público no Brasil, mas ninguém nunca fez uma oferta sensata pra trazer o Fishbone pra cá.

– Em São Paulo o show do dia 25 de julho foi com Anjo dos Becos, Yo Ho Delic e Mickey Junkies, três bandas que marcaram a cena independente brasileira nos anos 90. Vocês estão em atividade desde o final dos anos 70, o quê mantém uma banda “viva” por tanto tempo?
Fishbone:
Estamos empolgados pra ver o que essas bandas brasileiras têm pra mostrar! Sempre nos dizem que no Brasil tem muita música boa, então vamos ver isso ao vivo! Temos muitos heróis que já tocam há muito tempo. B.B. King, George Clinton, os Rolling Stones, Paul McCartney, Mike Watt. Realmente, não existe nada que eu gostaria de estar fazendo no lugar disso. Eu sou pago para viver as fantasias de um menino de seis anos. Estou fazendo exatamente o que sonhei quando criança e apesar de não ser fácil, ainda estou me divertindo como nunca!

– A música do Fishbone sempre teve ligação com esportes radicais, como skate e surf, por que você acha que isso acontece? Alguém na banda pratica algum desses esportes?
Fishbone:
É, nossa música também é um pouco extrema, se é que você me entende. Eu acho que essa ligação acontece porque as pessoas que curtem nossa música têm a mente aberta e essa é a ligação com os esportes radicais. Infelizmente, não temos tempo hoje em dia pra praticar esses esportes.

– Muito se fala da crise da indústria fonográfica hoje em dia, mas lembro desde a adolescência de ver camisetas piratas do Fishbone por aqui. Como vocês lidam com esse tipo de coisa?
Fishbone:
Não temos como controlar esse tipo de coisa. As pessoas vendem falsificações de produtos de empresas gigantes como a Nike e a Adidas… Se essas empresas não conseguem controlar esse tipo de coisa, você consegue imaginar a gente tentando garantir que ninguém venda nosso merch de maneira ilegal? É impossível! A indústria fonográfica está passando por um momento difícil agora. Se ela não mudar sua política – e principalmente sua atitude –, vai afundar ainda mais.

– Vocês conhecem algo da música brasileira?
Fishbone:
Eu não sei muito sobre a cena no Brasil, tenho muita curiosidade. Eu tenho amigos brasileiros em Los Angeles que têm uma banda muito “funky”, se chama Delta Nove. Eles misturam sons tradicionais do Brasil com um muito “funky feel”.

– Quais são seus três discos prediletos no momento?
Fishbone:
Eu não tenho discos prediletos na verdade. Eu tenho escutado muita coisa de bandas como P. Funk, Rush, The Specials, Bad Brains, Jimi Hendrix, Fear, Return To Forever, Steel Pulse, Desmond Decker, The Swellers, Dillinger Escape Plan, Mr. Lif, Slightly Stoopid e Pour Habit.

– E três grandes piadas na música hoje em dia?
Fishbone:
Precisamos dar às pessoas a chance de se expressarem da forma que quiserem. Nenhum artista deve ser considerado uma piada, a não ser que ele ou ela não seja um artista. Se for esse o caso, não tem nem por que fazer um comentário sobre alguém que não faz parte do meio artístico.

– O Rocky George está com vocês há alguns anos, sete anos se não me engano, mas aqui o conhecemos principalmente pelo Suicidal Tendencies. Como é que ele foi parar no Fishbone?
Fishbone:
É, o cara é uma verdadeira lenda. Bom, eu conheço o Rocky já há alguns anos e ele estava pronto pra fazer algo diferente. Ele estava tocando com os Cro-Mags e simplesmente queria fazer algo diferente.

– Pra finalizar, você gosta de futebol? O quê achou desta Copa do Mundo?
Fishbone:
Pra falar a verdade, eu nem assisti direito à essa Copa. No geral eu não vejo muita TV. Acho que tenho coisas melhores pra fazer com meu tempo. Eu gostei de outras Copas, mas geralmente estou em turnê… Mas sim, gosto muito de futebol!

OBS:. A entrevista com o Fishbone foi realizada anteriormente ao primeiro show deles no Brasil.

Entrevista por Ricardo Tibiu

13 pensamentos sobre “peixe bão, né?!

  1. Conheço a banda de nome há algum tempo, mas nunca tive curiosidade para ouvir, mas tu falou em suicidal tendencies… Velhos tempos em que a banda era boa (até o terceiro, creio eu, antes do light, camera and revolution) na minha opinião é claro. Andei muito de skate ouvindo ST, queria ser até chicano (sacanagem).

      • E cantar aos plenos pulmões:
        I’m not crazy – Institutionalized
        You’re the one that’s crazy – Institutionalized
        You’re driving me crazy – Institutionalized
        They stuck me in an institution,
        Said it was the only solution,
        to give me the needed professional help,
        to protect me from the enemy – Myself

        Esse é uma versão mais underground eles eram muleques

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