respeito e ódio

Entre abril e maio deste ano, passou por aqui a Desastre do Terremoto Fudido Brasil Tour 2009, unindo as bandas de cabeceira dos membros do NX Zero: as japonesas Vivisick e Fuck On The Beach, e as brasileiras Mukeka di Rato e Merda.

Inexplicavelmente, o Vivisick conseguiu fazer um show no Hangar 110 ainda mais brutal que havia feito cinco anos antes no mesmo lugar!

Banda: Vivisick
Disco: Respect And Hate
Resenha por: Ricardo Tibiu
Fotos: Kaio Ramone

Apesar de formado em meados dos anos 90, somente no ano passado o Vivisick chegou ao seu primeiro álbum. Claro, o quarteto de Tóquio já teve vários outros lançamentos (como EPs, splits e coletâneas), mas seu debut “solo” foi em 2008 com Respect And Hate — via Läjä Records, gravadora responsável por apresentar estes japoneses ao Brasil.

Em 2004, eles fizeram uma turnê por aqui ao lado dos americanos do Hellnation e dos anfitriões Mukeka di Rato, rendendo o DVD Filhos da Puta do Japão e um número considerável de admiradores. O motivo é simples: fastcore/thrashcore brutal, simpatia oriental, exóticos cortes de cabelo (brincadeirinha!) e shows absurdamente insanos.

Por conta disso e do lançamento de Respect And Hate, o Vivisick voltou ao Brasil este ano (junto dos lendários conterrâneos Fuck On The Beach) para mais uma tour com apresentações ainda mais retardadas. Nelas, boa parte das 10 faixas do esperado primeiro álbum, que juntas somam 20 minutos.

O CD tem arte impecável, num encarte generoso e caprichado com letras em japonês e inglês (e explicações neste idioma), e abre com A Vomit Of Heap Depression e o berro esganiçado de Sunao estourando os tímpanos do (in)feliz ouvinte. Não se baseando apenas em velocidade, a canção tem ainda uma levada “roqueira” e um refrão que te convida a cantar junto, ainda que numa língua inventada. We Are Not Punk e Dog Of America seguem essa mesma linha.

A ala das velozes é de deixar qualquer um de olho arregalado e traz Tear Up The Pessimism & Go (com o baixo de Takahashi se sobressaindo), Cyber God Belief, Breathing An Encounter & Drinking Up A Feeling e Arson! Arson!! Arson!!!. Só quem viu ao vivo o baterista Matsuya sabe que a execução da sequência matadora com Middle Name Beggar e Expose It (esta com direito a um solinho de guitarra de Ono) é humanamente possível.

O CD fecha com Crisis.jp & Infection Hatred, uma faixa onde encontra-se de tudo um pouco: samples, samba, Roberto Carlos em japonês (dá-lhe Handsome!), berros do samurai de dreads e mais uma vez a falsa (mas ótima) impressão de que é possível cantar junto com eles. Tomara que o Vivisick não espere outros cinco anos para voltar ao Brasil!

Links relacionados:
www.laja.com.br
www.myspace.com/vivisick
www.myspace.com/lajarex
www.vivisick.shouten.jp

17 pensamentos sobre “respeito e ódio

  1. tava falando que o show foi bem barato hahahah

    mas o cd também …

    E cá entre nós, quem baixa coisa da Laja, Red Star, Peculio e afins tem que tomar no cu com uma garrafa de cerveja …

  2. 1. ah, entendi errado então Gustavo!
    mas o CD é bem barato também, quem chorar pro Mozine ganha um desconto!
    🙂

    ah, pois é Gustavo, baixar CD de banda/selo independente é uma atitude, digamos, que não é das melhores…

    2. tá vendo, MV, se não se ficasse sem estudar teria visto belos concertos!
    🙂

    3. são mesmo, beto!
    🙂

  3. Verdade cara, espero velos em 2010.

    E sobre esse assunto de baixar cd de banda/selo independente, quem faz isso, tem mais é que tomar no cu.

    Teve alguém aqui, que descaradamente disse a seguinte frase: ” o download é a fitinha dos anos 90″. Realmente não sei quem foi que disse tal absurdo, mas descordo totalmente…

    abrá mano.

  4. 1. lembro disso, MV, mas pode ser que seja no sentido de “circular música”, sabe?

    eu acho triste a atitude de deixar de comprar um CD de banda/selo independente, ainda mais hoje em dia que se bobear cada vez menos CDs serão lançados… se não valorizar os poucos, logo mais já era!
    😦

    2. pô Kleyton, tomara mesmo!
    e tenho certeza que eles iam pirar muito aí!
    haja açaí!
    🙂

    3. ah, foi em Natal então, Arthur, achei que tinham ido pra Fortaleza também!

    4. demais mesmo, Zaza!
    🙂

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