making enemies is good

Acabamos de ler na PUNKnet que o quarteto jundiaiense FISTT assinou com a Blast Records — selo ligado à Sony — e que fará o aguardado lançamento físico de Como Fazer Inimigos….

como fazer inimigos

Até então somente disponível para download, o quinto álbum do FISTT ganhará o formato CD em janeiro, mas já está com pré-venda na Oba! Shop.

Parabéns a F.Nick & seus comparsas, chiveta está mandando boas vibrações a vocês!

Ah, e como já disseram sabiamente os suecos Backyard Babies: Making Enemies is Good!

Álbum: Como Fazer Inimigos… — FISTT
Em seu tão aguardado segundo álbum, o genial Bloco do Eu Sozinho, os cariocas do Los Hermanos decretaram que “todo carnaval tem seu fim”. E não é que a maior manifestação cultural (?) do povo brasileiro veio influenciar no quinto disco do FISTT?!

Não, não pense que F. Nick (voz e baixo), Mirtão (guitarra e voz), Crildo (guitarra) — atualizando: agora substituído por Karacol, ex-Sugar Kane — e Birão (bateria) chegam tocando pandeiro, cuíca e cavaquinho, o som continua com aquela mistura de pop punk com hardcore melódico que os mantém na estrada há 14 anos.

A divisão AC/DC (Antes do Carnaval/Depois do Carnaval) de Como Fazer Inimigos… pode ser feita porque a faixa Carnaval é, na verdade, subdividida em sete. Continuar tem cara de single pra tocar nas rádios (e se tocasse, estouraria!), ela precede e avisa que a epopéia conceitual do FISTT começa ali.

Assim, entram na sequência — separadas, mas juntas, se é que vocês me entendem –, Quando o Carnaval acabar… (e suas indagações), Fábulas de Bilé (reggaezinho ao melhor estilo NOFX), Correndo (e seu desabafo), Zero à Esquerda (ótima instrumental e com a participação do ex-membro Fabrício Martinelli, que depois foi pro Street Bulldogs e atualmente está no Hateen — atualizando: o guitarrista acaba de deixar o grupo), Superficial (com a presença de Rodrigo Lima, do Dead Fish), Muy Amigón (mais uma vez entra o jeitão/deboche NOFX de ser, com direito a portunhol tosco e o trumpete mariachi de Naor Gomes) e Desintegrar (minha predileta, com riff e vocal quase metaleiros). Outra que também me chamou a atenção foi Tanto Faz, com uma levadinha bem interessante, backings marcantes e um refrão convidativo.

O quarteto de Jundiaí (SP) gravou tudo na capital paulista no renomado Midas Studios, com os não menos tarimbados Paulo Anhaia (gravação, produção, mixagem) e Rodrigo Castanho (masterização). Essa turma, reconhecida em trabalhos de nomes como CPM 22, NX Zero, Charlie Brown Jr. etc, soube deixar os “meninos do interior” à vontade e o resultado são canções redondinhas, como Aquecendo (com clipe rolando no MTV Overdrive), Fevereiro, Todo Amor Morre Abandonado e Redentor.

Ah sim, as letras irônicas não foram embora: Pobre F. Nick, Meu Amigo Copo, Sad Rockstar, Mallory e Carta Para Garotinha Ruiva (mais pelo título que remete ao Snoopy). Essa é a Última Vez e Eu Não Faço Ninguém Feliz são as com o pé no acelerador, prontas para formarem as rodas nos shows.

Vale lembrar que o lançamento é da Oba! Records e que está disponível para download gratuito à escolha do ouvinte — via MySpace ou site.
Por Ricardo Tibiu

17 pensamentos sobre “making enemies is good

  1. Tá que tá de gato aqui, hein tibiu.

    E po, o nome desse disco foi tirado do How to Make Enemies and Irritate People do incrível Screeching Weasel.Mas vamos considerar uma homenagem, né?

  2. Eu vi, só um show do Fistt, acho que ano passado aqui na em guaru city. Eu baixei esse cd tbm, não gostei mto, mas.. pô, grande passo pra banda, de caipiras, como eles mesmo se definem né.

    Parabéns F.nick.

    abrá.

  3. valeu tibiuuu
    paxa, sim, é uma homenagem a uma das minhas bandas preferidas mesmo, como veio a capa, não tinha nome melhor pra ser!

    po marco, nick é por causa das topeiras Nick e Neckie ahahha

    abração rapeize!

  4. Já tinha ouvido o How to Make Enemies and Irritate People, mas não sabia de onde tinha saído o nome. Esses dias meu pai me aparece com um livro chamado How to Win Friends and Influence People. Ri demais, acho engraçado achar as citações de forma tardia.

  5. 1. é isso aê, Arthur!
    🙂

    2 & 3. pode crer, MV, caipiras no poder!
    🙂

    da versão do Fat Mike, tá aí a resposta do próprio Fat Nick!
    😉

    4. legal Nick, grande referência ao Screeching Weasel, uma boa banda!

    hmm que aliás tem um disco de 1999 que chama Emo!
    🙂

    eu também sempre achei que o apelido tinha a ver com o Fat Mike!
    tá explicado!
    🙂

    5. pô, mostra o disco depois pro seu pai, Guilherme!

    vai que ele curte!
    🙂

  6. cara, o Fistt virou meio lenda já…
    os rapazes mandam bem! e salva jundiai!

    ele tinha o 1° cd, na verdade tenho em algum lugar aqui em casa…

    haha tem até um cover de uma música dos Muzzarelas!

    muito boa a versão por sinal!!

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